Farmácia do Centro de Saúde não cumpre horário estabelecido para atendimento

Farmácia do Centro de Saúde não cumpre horário estabelecido para atendimento

Na manhã de quinta-feira (4), alguns usuários do Centro de Saúde compareceram até o local, para a retirada de medicamentos que são entregues gratuitamente pela farmácia e encontraram o local fechado antes do horário estabelecido, que é das 7h às 11h e das 13h às 17h. A farmácia foi fechada às 10h30, o que causou revolta na população.

A osvaldocruzense Sonia Benedita de Souza ficou indignada com a situação, já que mora em uma chácara longe da cidade e precisa vir até o Centro de Saúde para buscar medicamentos para seu irmão. “Foi uma situação bem complicada, porque eu cheguei, encontrei o local fechado e fiquei sem entender, porque ainda não era 11h. Além disso, sempre há uma fila enorme e o atendimento é demorado. Quando nossa vez está chegando, eles dizem que vão fechar. Ouvimos das funcionárias que a porta foi fechada mais cedo para que elas cumprissem o horário normal de almoço, mas fiquei muito nervosa no momento pela maneira como fomos tratados, já que gritaram com as pessoas que estavam presentes. Não era necessária essa atitude das funcionárias, apenas com organização e conversa, tudo seria resolvido”, relatou.

Sonia ainda diz que compreende que todos precisam do momento de descanso, mas acredita que se houvesse revezamento entre os colaboradores, não seria necessário o fechamento da farmácia. “Todos entendemos que eles precisam e devem ter o horário de almoço, mas com essa confusão eu cheguei bem tarde em casa e meu horário foi prejudicado. Nós precisamos entender o lado deles, porém eles não entendem o nosso e acho isso um descaso. Eu não sei dizer se o ocorrido foi ideia das funcionárias ou se foram orientadas pelo prefeito. Achei uma total falta de respeito para conosco que somos usuários e dependemos disso. Nós temos o direito de utilizar esse serviço e é dever deles nos tratarem bem”, conta.

Maria Aparecida que também retira medicamentos na farmácia do Centro de Saúde disse que chegou até o local, viu o comunicado de fechamento às 11h e não entendeu porque já havia sido fechado, sendo que ainda não era 11h. “Às 10h30 as portas estavam fechadas. Acredito que foi para não haver aglomeração de usuários, para que às 11h eles pudessem sair. Mas essa atitude beneficia somente a eles. Uma senhora veio do sítio, com dificuldades de locomoção. Outras pessoas pagam taxi mesmo sem ter condições. Essas pessoas não podem perder a viagem. Além disso, houve gritaria e nós ficamos indignados com a situação. Acho muito errado fechar, já que muitas pessoas trabalham e tem somente o horário de almoço para retirar o medicamento. Acredito que conversando e explicando de forma pacífica, seria muito mais fácil de resolver. Já é humilhante a pessoa depender do medicamento do Centro de Saúde e ter que ficar aguardando, agora passar por mais essa humilhação? Eu fui buscar medicamento para meu sobrinho. Esse medicamento custa R$ 300. Se fosse mais barato eu compraria, só para não passar por isso, porém é um direito dele e continuaremos utilizando”, ressalta.

Prefeito se manifesta

Em nota, o prefeito Edmar Mazucato diz que o Centro de Saúde passa por adequações e trabalha com um quadro de funcionários menor. “No momento nós contamos com um número reduzido de funcionários que vem realizando o trabalho da melhor forma. Tínhamos quase 1030 funcionários na Prefeitura e hoje contamos com apenas 890 e ainda pretendemos ajustar mais algumas coisas, inclusive realizaremos concurso público, mas não deve ultrapassar o total de 940 contratados. Como todas as repartições, se os funcionários trabalham mais do que é permitido, somos obrigados a pagar hora extra, resultando num gasto maior para os cofres públicos. Com essa economia nós podemos comprar mais medicamentos e com o horário que foi definido, acreditamos que é possível atender a população”, explica.

Mazucato conta que as readequações estão em fase de experimento e que entende que no começo haverá transtorno, mas é preciso que os usuários entendam que os funcionários possuem o direito de descanso. “É preciso um pouco de compreensão dos moradores, as farmacêuticas atenderão no horário que definimos. Todo mês nós temos uma meta de medicamentos e a demanda está sendo maior que a oferta, isso significa que tem muito mais gente procurando remédio do que antigamente e os recursos para gastar são menores. Não adianta querermos realizar grandes coisas, se não temos condições financeiras, por isso é preciso agir com cautela. Elas cumprem semanalmente uma carga horária de 20 horas e possuímos duas farmacêuticas no momento. Se trabalharem mais que quatro horas por dia, corremos o risco de ser notificados pelo Tribunal de Contas. São várias questões e o funcionário tem o direito de se alimentar e descansar, para voltar e proporcionar um melhor atendimento, isso faz parte da questão da humanização”, finaliza.

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